domingo, 31 de julho de 2011

GRUPOS MEDIÚNICOS



GRUPOS MEDIÚNICOS

Artigos Revistas
Richard Simonetti
Temos a informação de que, no Centro Espírita Amor e Caridade, do qual você participa, há 76 grupos mediúnicos. Por que esse empenho?
O intercâmbio com o Além distingue o Espiritismo das religiões tradicionais, permitindo que nossa crença na imortalidade não seja especulativa, um mero problema de fé. É o aspecto sagrado do Espiritismo. Entendo que todo espírita consciente deve participar.
Além de fortalecer a fé dos participantes, há outros benefícios?
Há vários. Em primeiro lugar, a ajuda que podemos e devemos prestar a Espíritos desencarnados em estado de desequilíbrio, que sequer sabem de sua condição, presos às impressões da vida material ou às circunstâncias de sua morte. Quem desencarna num acidente, por exemplo, se não tiver preparo, vai sentir-se vivendo horrível e interminável pesadelo, preso às ferragens do veículo acidentado.
Esses Espíritos não são amparados pelos mentores espirituais?
Sem dúvida, mas não podemos esquecer que se situam como sonâmbulos que falam e ouvem, com dificuldade para perceber a presença dos mentores. No contato com as energias físicas do médium e do ambiente mediúnico, experimentam um despertar. É nesse momento que o doutrinador, que hoje chamamos esclarecedor, poderá ajudá-los.
Há espaço para tantas reuniões mediúnicas no CEAC?
Temos perto de 20 salas, usadas em reuniões, à tarde e à noite. Nos sábados e domingos, são usadas também pela manhã. Há muito espaço ocioso nos Centros Espíritas. A semana tem 168 horas. Há centros que usam a sala, uma vez por semana, para reuniões mediúnicas, o que representa pouco mais de 1% da capacidade ociosa. No CEAC, uma mesma sala pode ser usada nos três períodos e mais de uma vez em cada período.
Como se formam esses grupos mediúnicos?
Seguindo a orientação de Kardec, em o Livro dos Médiuns, não temos reuniões mediúnicas públicas. São todas privativas. Os interessados em participar inscrevem-se num curso de Espiritismo e Mediunidade, que dura dois anos. Ao final do aprendizado, o grupo iniciante transforma-se num grupo mediúnico.
Como conseguir médiuns para tantas reuniões?
Os médiuns surgem nos próprios grupos, quando é iniciado o intercâmbio. As reuniões, em princípio, são de desenvolvimento mediúnico. Com a evolução do grupo e a disponibilidade de médiuns, podem surgir trabalhos de desobsessão, de psicografia, de receituário, de cura…
Como funcionam as reuniões de desenvolvimento mediúnico?
Em linhas gerais: prece de abertura, estudo de uma obra doutrinária sobre mediunidade, leitura de uma página de comentários evangélicos, vibração em benefício de pessoas, prática mediúnica, prece de encerramento. Logo após, há uma chamada para registro de presenças, com avaliação do que aconteceu. Não se trata de burocratização, mas de disciplina. É fundamental que o dirigente controle a frequência, e que os participantes se habituem a trocar ideias em torno da reunião, objetivando o aprimoramento do serviço.
O que dizer de Centros Espíritas que não realizam reuniões mediúnicas? Alegam seus dirigentes que o tempo do fenômeno já passou. Que agora é preciso cogitar da divulgação da Doutrina e de sua aplicação no meio social.
Estão fora da realidade. Parecem não saber que há multidões de Espíritos perturbados e perturbadores, na psicosfera do planeta, que podem ser muito amparados nas reuniões mediúnicas. Por outro lado, não podemos esquecer que Kardec escreveu O Livro dos Médiuns justamente para estimular e orientar o intercâmbio com o Além. Ao que me parece, em nenhum momento ele proclamou que a prática mediúnica seria datada no Espiritismo. Engano semelhante promoveu um desastre no movimento cristão medieval, quando se suprimiu o intercâmbio com o Além, e as comunidades cristãs
deixaram de receber os orientadores espirituais, denominados, genericamente, Espírito Santo.

AMY WINEHOUSE – seu desencarne pode ser considerado como ato de suicído?



AMY WINEHOUSE – seu desencarne pode ser considerado como ato de suicído? – por Antonio de Mello.
À luz do Doutrina Espírita a morte da artista é afirmadamente um suicídio. Porém, sabemos através de estudos e de informações dos Espíritos que existem várias modalidades de se provocar a própria morte, atenuantes e agravantes.
A tentativa de fuga através da morte provocada a si próprio traz conseqüências muito graves para o espírito, sofrimentos atrozes e de duração prolongada (v. Nosso Lar, André Luiz, psicografia de Francisco Cândido Xavier/Memória de Um Suicida, psicografia de Ivonne do Amaral Pereira).
O assunto nosso é a ocorrência relatada na mídia jornalística: a morte (desencarne) da conhecida cantora Amy Winehouse. Seria um suicídio? Sim, mas pelo que nos consta através de informações dos noticiários, ela se foi em virtude mais do vício do que uma tentativa premeditada em por fim em tudo. Dessa maneira, ela era dominada pela bebida, fumo e drogas. Tal domínio a impedia de pedir socorro, de aceitar ajuda. Quando internada à revelia para tratamento, logo que recebia alta voltava à situação anterior.
Então, era ela doente? Sim, e isso a levará a ser amparada no Mundo Espiritual. Certamente que não acontecerá assim, de relance, muitas atribulações surgirão para seu espírito carente. A grande oferta de orações por parte de seus fãs e admiradores e de mentes preocupadas com seu estado, certamente atingirão seu espírito, oferecer-lhe-ão um alento e apressarão sua recuperação, sem dúvida.
Ela não foi a única artista famosa a fazer a passagem dessa maneira dolorosa. Importantes nomes do mundo da fama, como Elvis Presley, Michael Jackson, Marilyn Monroe, Elis Regina, Carmen Miranda também seguiram essa rota desastrosa. No caso específico da cantora Carmem Miranda, ela ingressou no mundo do vício com o intuito de ter forças para cumprir extensa e cansativa agenda de apresentações: um estimulante para acordar, um remédio forte para dormir, novamente acordar, mais uma vez precisar dormir – até que o organismo não agüentou.
Esperamos que esse rude aprendizado sirva de exemplo a todos os que se aventurem nesse mundo das drogas. Uma rota sem retorno, um preço muito alto para momentos fugazes.
Minha filha comentou que a cantora Amy tinha muito dinheiro, era rica. Que poderia ter gasto esse dinheiro em diversões sadias como viagens, visitas, encontros culturais. Mas preferiu o pior caminho: gastar sua fortuna drogando-se. Amy poderia ter parado, cancelado a carreira que não ficaria pobre. Poderia se tratar e tentar levar uma vida menos atribulada.
Porém o mundo artístico é envolvente e escravizante. O artista se entrega à vaidade enrodilhadora do “showbizz” e não escapa de sua teia.
O Espiritismo nos incita à vida mais modesta, a exaltar a humildade em nós mesmos para que não caiamos na armadilha da vaidade infinita.
Fica nossa oração conjunta a esses espíritos tão necessitados de acolhimento fraterno.
                                                    

FUGA – por Richard Simonetti
1 – Por que as pessoas se suicidam?
Normalmente é um ato de fuga. O indivíduo quer fugir de determinada situação que o atormenta – a morte de um ente querido, o desastre financeiro, a desilusão amorosa, a doença grave, como já foi comentado. Dominado pela angústia, resvala para o desespero e passa a enxergar na morte a solução para o seu problema, um mergulho no nada.
2 – Embora acovardado diante dos desafios da existência, não está o suicida exercitando a coragem de enfrentar o desconhecido?
A tragédia do suicídio está no fato de que, com raras exceções, as pessoas não desconhecem que haverá conseqüências funestas. Ainda assim, há tal premência em fugir do que as atormenta que acabam por cometer o ato insano.
3 – Por que isso acontece?
As religiões tradicionais concebem que a vida continua. Enfatizam que responderemos no Mundo Espiritual pelo que fizermos de nossa vida; destacam a existência de regiões infernais ou celestiais para onde irão as almas, de acordo com seu comportamento; concebem que o suicídio é um pecado mortal, passível, segundo seus dogmas, de impor tormentos para a eternidade. Todavia, não oferecem uma visão mais objetiva do Além. Permanecem nos domínios da especulação, que resvala para a fantasia.
4 – Não são convincentes?
Até podem ser para pessoas simples, que aceitam os dogmas de sua fé sem questionamentos, sem o crivo da razão. Estes podem ser contidos em seus impulsos de autodestruição, por medo de castigos infernais. Isso não ocorre com a maioria dos fiéis, que navegam na superficialidade da crença, sem uma convicção sólida de imortalidade.
5 – E qual a solução para convencer os candidatos à fuga de que, definitivamente, não é a melhor opção?
Um jovem, estimulado por companheiros, fumou maconha. Ao saber disso, o pai o levou a visitar um hospital para drogados, onde ele observou, estarrecido, o quadro dantesco de sofrimento e desajuste dos viciados. Tomando conhecimento do que o esperava nunca mais se envolveu com drogas. O Espiritismo, literalmente, nos leva lá, mostrando as conseqüências funestas do suicídio.
6 – É possível entrar em contato com quem se suicidou?
Ocorre em reuniões mediúnicas. Manifestando-se por intermédio de médiuns preparados para esse tipo de contato, os suicidas relatam seus tormentos. Tenho conversado, em inúmeras oportunidades, com esses infelizes. Revelam, unanimemente, que nenhum sofrimento da Terra se compara ao seu.
7 – Qual o resultado desse contato?
O candidato ao suicídio percebe que não é uma boa opção. Somente alguém que perdesse o uso de suas faculdades mentais continuaria a alimentar a idéia de matar-se, ao tomar conhecimento de que, literalmente, é saltar da frigideira para o fogo.
8 – E quando alguém, em virtude de uma situação que lhe parece insuportável, intenta matar-se, mesmo conhecendo as informações oferecidas pelo Espiritismo?
Quem estuda a Doutrina Espírita e cultiva a reflexão em torno de seus princípios, dificilmente exercitará tal desatino. Tem consciência de que as atribulações existenciais apresentam-se como ensejo de resgate de seus débitos cármicos para um reajuste diante das leis divinas, com vistas a um futuro de bênçãos.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

VOLUNTÁRIO!!!!

Para quem mora em Ibitinga:


Seja um voluntário cadastrador das Notas Fiscais Paulista
para o Berçário Maria de Nazareth. É muito simples e seguro.
Você pode ajudar sem sair de casa.
Basta ter disponibilidade de algumas horas por semana
e você pode ajudar e muito!!!
É preciso ser maior de 18 anos, saber usar a internet
e estar cadastrado no Sistema de Nota Fiscal Paulista.
Saiba mais pelo site: www.nfp.fazenda.sp.gov.br
Ou ligue para o Berçário:
3342-3779 - Informações com Solange.

sábado, 2 de julho de 2011

Uma história de trabalho e humildade

        Uma história de trabalho e humildade



Meus filhos, sinto-me honrado por receber essa oportunidade que me permite dirigir aos seus queridos corações, agradecendo a caridade da lembrança desse modesto companheiro de trabalho.

Tenho encontrado por aqui mães suplicantes que se encarceraram nos sofrimentos dos filhos – muitas me procuram como se eu pudesse entregar-lhes a solução da situação que vivenciam; entretanto, seguimos junto aos que ensinam e aos que aprendem, junto aos que choram e aos capazes de enxugarem lágrimas através do lenço do amor.

Sei que meu nome ainda é veiculado na mídia, como se fosse eu um apóstolo da caridade, no entanto, a realidade me faz consultar a minha consciência e daí me enxergo através do espelho da verdade - nada mais do que um aluno sem tantos recursos, mas que por vontade própria, matriculou-se na grande “Escola do Consolador” prometido por Jesus.

Não vou me aprofundar no meu eu, pois luto para fugir da vaidade e dos elogios que não fazem parte da minha modesta história.

Não me esqueçam em suas orações, e, lembrem-se do meu nome como um operário que trabalha incansavelmente pela conquista de um mundo melhor para todos em nome de Nosso Senhor Jesus Cristo.

                                                               

                                                           CHICO XAVIER



Mensagem psicografada pelo médium Celso de Almeida Afonso em reunião pública na noite de 28 de junho de 2011, no Centro Espírita “O Semeador” em UberlândiaMG.                                                        
MAMÃE ADIBE E PAPAI TUFFI


                                                  
Lêda, Lâmia e Mauro, com que alegria estou escrevendo esta carta.
Sei que neste salão, há corações mais sofridos e mais saudosos, mas se Deus me permitiu escrever gostaria que esta carta fosse repartida com todos aqui presentes, principalmente estas queridas mães.
Meus filhos, a saudade é repartida entre nós - creio que a herança mais difícil que se pode receber é a saudade quando verdadeiramente dedicamos amor ao outro.
Sei que esta carta nos trará um ânimo maior como me disse a pouco o Tuffi que reparte comigo esta alegria que vivenciamos.
Quem também se encontra aqui é a nossa Zaíra, a Dalela, o Sr. Elias João, a mamãe Ruda e o papai Simão. São muitos aqueles que enviam abraços a vocês, inclusive o nosso Zezinho.
Carlito, você sabe como homem bom e digno que é, que a nossa maior crença deve estar dirigida a Deus, mas quero com prazer dizer a você que trago o abraço do Senhor Irani, sempre orgulhoso do filho que ele tanto ama.
Meus filhos, sei que o Marcos, o Márcio, o Neto, o João Gilberto, a Adla e a Edma ficarão também felizes com estas notícias.
Diga ao Neto que estou sempre junto de todos.
Carem, já andei por um lindo jardim de mãos dadas com seu filho. Ele me disse que não quer que você se sinta culpada por nada; aconteceu porque estava escrito que aquele acidente tinha que acontecer.
Cátia, meu abraço e esteja feliz sempre. Beijos no João.
Deyse, obrigada pela reunião. Seu coração tem um tamanho invejável e por isso está sempre pronto para receber a dor dos outros e a sua própria dor. O que tenho pedido a Deus é para que esse coração querido cresça ainda mais. Fé e confiança Deyse - é o que sei que você tem.
Tudo está bem com a Alencarina.
Gostaria de dar tantas outras notícias mas o tempo não me permite.
Nossas bênçãos - minhas e do Tuffi -, que até hoje se espanta ao ver o nosso Zezinho por aqui.
Nossas bênçãos Lâmia, Lêda, Mauro, Neto, Marcos, Márcio, João Gilberto, Edma e Adla. Estejam felizes e unidos, e, sempre prontos a servir ao outro, principalmente ao nosso João que precisa contar com a atenção de todos vocês.
Abraços Eva, abraços Luiz e em você Carlito.
Alegria e a paz de Deus para todos.

Adibe Tannús Elias

Mensagem psicografada pelo médium Celso de Almeida Afonso, em reunião pública, na noite de 28 de junho de 2011, realizada no Centro Espírita O Semeador, na cidade de Uberlândia-MG.

DADOS FAMILIARES:

Adibe Tannus Elias: (Nasc. 16-06-24 - desencarnada em 03-11-09);
Lêda, Lâmia, Mauro, Marcos, Márcio, Neto, João Gilberto, Adla, e Edma: filhos;
Tuffi: apelido do esposo da Adibe - nascimento: 20-04-18 - Desencarne: 28-12-02;
Zaíra: irmã desencarnada da Dª Adibe;
Dalela (Apelido): irmã da Dª Adibe: Nasc. 09-09-29 - desencarnada em 06-04-75);
Senhor Elias João: sogro da Adibe - já desencarnado;
Ruda: mãe da Dª Adibe já desencarnada;
Simão: pai da Dª Adibe – já desencarnado;
Zezinho: irmão do Tuffi, também já desencarnado;
Carlito: genro, esposo da Lâmia;
Senhor Irani: pai do Carlito, também já desencarnado;
Carem e Cátia: netas, filhas da Lâmia;
João: bisneto de Dª Adibe, filho da Cátia;
Eva: Nora (esposa do Mauro);
Luiz: genro, esposo da Lêda;
Alencarina: cunhada do Tuffi, desencarnada em 15-06-11;
Dayse: presidente do Centro Espírita “O Semeador”.

EXPRESSAMOS NOSSA ETERNA GRATIDÃO E APREÇO AO MÉDIUM CELSO DE ALMEIDA AFONSO.

DISTRIBUIÇÃO GRATUITA



quinta-feira, 23 de junho de 2011

A NOVA LITERATURA MEDIÚNICA – por José Passini
“E falem dois ou três profetas, e os outros julguem.” Paulo (I Co, 14: 29)
As palavras de Paulo – inegavelmente a maior autoridade em assuntos mediúnicos dos tempos apostólicos – deveriam servir de alerta àqueles que têm a responsabilidade da publicação de obras de
origem mediúnica.
A literatura mediúnica tem aumentado de maneira assustadora. Diariamente, aparecem novos médiuns, novos livros, alguns bem redigidos, se observados quanto ao aspecto gramatical, mas de conteúdo duvidoso se analisadas as revelações fantasiosas que iludem muitos novatos, ainda sem conhecimento doutrinário que lhes possibilite um exame criterioso daquilo que lêem.
Muitos desses livros se originam de Espíritos ardilosos que, de maneira sutil, se lançam no meio espírita como arautos de novas revelações capazes de encantarem leitores menos preparados, aqueles sem um lastro de conhecimento doutrinário que lhes possibilite um exame lúcido, capaz de os levar a conclusões esclarecedoras.
Muitas pessoas que conheceram recentemente a Doutrina, antes de estudarem Kardec, Léon Denis, Gabriel Delanne e outros autores conceituados; antes de lerem as obras de médiuns como Francisco Cândido Xavier, Yvonne A. Pereira, Divaldo Franco, José Raul Teixeira, estão se deparando com obras fantasiosas, escritas em linguagem vulgar, contendo o que pretendem seus autores – encarnados e desencarnados – sejam novas revelações.
Bezerra de Menezes, Emmanuel, André Luiz, Meimei, Manoel Philomeno de Miranda, Joanna de Ângelis e tantos outros Espíritos se tornaram conhecidos e respeitados pelo conteúdo sério, objetivo, seguro, esclarecedor de suas obras, sempre redigidas em linguagem nobre. Esses Espíritos conquistaram, pouco a pouco, o respeito, a credibilidade e a admiração do público espírita pelo conteúdo de seus
escritos, na forma de mensagens ou de livros, publicados espaçadamente, como que dando tempo a um estudo sereno e criterioso do seu conteúdo.
Nos dias que correm, infelizmente, o quadro se modificou. Muitos médiuns, valendo-se de nomes já conhecidos pelo valor de suas obras, tentam impor-se aos leitores espíritas, não pelo valor das mensagens em si, mas escorados em nomes respeitáveis.
Sabendo-se que nomes pouco importam aos Espíritos esclarecidos, é de se perguntar por que os benfeitores que se notabilizaram através de Francisco Cândido Xavier haveriam de continuar usando seus nomes em mensagens transmitidas através de outros médiuns? Se o importante é servir à causa do
Bem, por que essa continuidade na identificação, tão pessoal, tão terrena? Não seria mais consentâneo com a impessoalidade do trabalho dos Servidores do Bem deixar que o valor intrínseco da mensagem se revele, sem estar escorado num nome conhecido? Por que não deixar que a mensagem se imponha pelo valor de seu conteúdo? Por que escudar-se em nomes respeitáveis, quando o texto não resiste a uma comparação, até mesmo superficial, de conteúdo e, às vezes, até mesmo de forma?
Por que essa ânsia insofreável de publicar tudo o que se recebe – ou que se imagina ter recebido – dos Espíritos? Onde o critério, a sobriedade tantas vezes recomendada na obra de Kardec? Será que o
público espírita já leu, estudou, analisou, entendeu toda a produção mediúnica produzida até agora?
Ao dizer isso não se está afirmando que a fase de produção mediúnica está encerrada. Sabe-se
que a Doutrina é dinâmica, que a revelação é progressiva. Progressiva, e não regressiva, pois há obras
que estão muito abaixo daquilo que se publicou até hoje, para não dizer que há aquelas que nunca deveriam estar sendo publicadas.
Infelizmente, os periódicos espíritas, de modo geral, não publicam análises dessas obras que estão sendo comercializadas, ostentando indevidamente o nome da Doutrina.
Impera, no meio espírita, um sentimento de falsa caridade, um pieguismo mesmo, que impede se analise uma obra diante do público. Essas atitudes é que encorajam médiuns ávidos de notoriedade à publicação dessa verdadeira avalancha de obras, que vão desde aquelas discutíveis a outras verdadeiramente reprováveis.
Nesse particular, é justo se chame a atenção dos dirigentes de núcleos espíritas, sejam centros, sejam livrarias, a fim de que avaliem a responsabilidade que lhes cabe quanto ao que é dado a público em nome do Espiritismo. O dirigente – ou o grupo responsável pela direção de uma casa espírita – responderá perante o Alto, sem a menor dúvida, pela fidelidade aos princípios doutrinários de tudo o que se divulga em nome do Espiritismo, seja na exposição oral, num livro ou simplesmente num folheto. O mesmo se diga relativamente àqueles responsáveis pelas associações intituladas “clube do livro”.
José Passini é escritor e estudioso da Doutrina Espírita. Escreve nesta coluna como colaborador.


DIVALDO FRANCO E O PADRE


Certa vez, fui a um padre confessar (antes de tornar-me espírita). Contei-lhe sobre minhas comunicações com os mortos. Para ele, eram forças demoníacas tentando me afastar da Igreja. Veio-me uma mágoa de Deus e comecei a questionar:
Vencendo a paciência do demônio
- Sou um bom católico, bom sacristão, adoro a Igreja, faço jejum, passo a semana da Páscoa sem comer até o meio-dia. Se Deus não pode com o diabo, eu vou aguentar? O diabo vai me vencer. Como um garoto de 17 anos, do interior, ingênuo, pode vencer o diabo se nem Deus consegue?
Entrei em depressão e fiquei com mágoa de Deus. Confessei-me ao padre:
- Eu vou me matar. Nossa Senhora do Carmo vai ter pena de mim, vai me colocar o escapulário e me tirar do inferno.
Ele me olhou demoradamente e respondeu:
- Não tome nenhuma atitude agora. O demônio às vezes nos perturba para testar a nossa fé; quando não consegue, abandona. (item 249 O Livro dos Médiuns – cansar a paciência dos espíritos, mostrando-nos mais pacientes do que eles)
Volte para a Igreja. Era um homem honesto, acreditava piamente em suas ideias.
A mãe do padre vem falar de Divaldo
Um dia, ao confessar-me a ele, vi aproximar-se um Espírito. Tive outro conflito:
- Como pode o diabo entrar na sacristia?
Aliás eu via sempre os Espíritos. No momento da eucaristia a hóstia tornava-se luminosa quando colocada na minha boca. Às vezes, em Feira de Santana, via o cônego Mário Pessoa aureolado. No meu entendimento (católico), ele era um santo. As pessoas na hora da fé se iluminavam e eu julgava tudo alucinação.
Quando o Espírito entrou, exclamei:
- Olha, o diabo está vindo, e é mulher!
- Você vê algum sinal particular no rosto dela? - indagou-me o padre.
- Vejo uma verruga acima do lábio.
- E o que mais?
- O cabelo está partido ao meio, penteado com um coque atrás.
- E o que mais?

- Vejo um xale sobre os ombros, com pontas, um xale negro de xadrez.
- Pode ficar tranquilo, é mamãe.
Ela "incorporou" e conversou com o padre. Quando despertei, ele me esclareceu:
- Divaldo, mamãe veio me alertar. A sua missão não é aqui, vá seguir a tarefa que Deus lhe confiou, porque o bem está em todo lugar.
Fiquei mais tumultuado, porque eu não era espírita, tinha medo, sentia-me de certo modo alijado da Igreja, mas continuava a frequentá-la e ao Centro Espírita.
O suicídio da irmã de Divaldo
Tinha conflitos de fé, principalmente quando morreu minha irmã, por suicídio. Mamãe foi encomendar missa a esse mesmo sacerdote, um homem bom, e ouviu dele:
- Dona Ana, não posso celebrar, porque o suicida está no inferno e Deus não o tira de lá.
Foi quando aprendi a primeira lição de lógica e de psiquiatria, com uma mulher iletrada - a minha mãe:
- Padre, então eu renego o seu Deus. Se Ele não é capaz de perdoar não é digno de ser Deus. Sou lavadeira modesta e analfabeta, mas a filha que perdi, eu a perdoo; como é que Deus, que a tem, não a perdoa? Digo mais, quem se mata não está no seu juízo.