sábado, 4 de janeiro de 2014

FESTAS JUNINAS E VENDA DE BEBIDAS ALCOÓLICAS PELAS CASAS ESPÍRITAS





Tenho conversado com confrades de toda parte sobre a realização de festas juninas e semelhantes pelas Casas Espíritas, com venda de bebida alcoólica. Perguntam-me o que penso de uma e de outra, como vejo a questão.
Inicialmente, as festas juninas. Realizadas com o fim de integrar os trabalhadores e angariar fundos para construções, têm se multiplicado, tornando-se tradicionais em alguns grupos. Tal como elas, jantares italianos, feijoadas, cafés da manhã e semelhantes.
Particularmente, nada contra. Penso que, como todo movimento filosófico e religioso, o Movimento Espírita também sofre influência dos elementos culturais de cada região. É natural que as referências pessoais e coletivas determinem a assimilação de costumes e sua incorporação saudável aos hábitos de certos grupos espíritas.
Assim, jantares comemorativos, almoços confraternativos, eventos para angariar recursos, haja vista que as Casas Espíritas têm contas a pagar, são naturais e devem ser mantidos dentro dos padrões de bom comportamento, boa organização e bom senso, para não estimular a sensualidade, a glutonaria e os excessos de todo tipo.
Entretanto, é preciso boa reflexão sobre a venda de bebidas alcoólicas nessas ocasiões. Temos assistido ao grande estrago que o vício do álcool tem ocasionado a pessoas e famílias. A própria legislação de trânsito, atenta a isto, tem intensificado o rigor no combate ao uso de álcool na direção de veículos automotores.
Pessoas, cada vez mais dependentes, utilizam-se do álcool como fuga da realidade, mergulham nas drogas mais pesadas estimuladas pelo seu uso, adoecem física e espiritualmente e comprometem a própria existência em sua razão.
As reuniões mediúnicas, laboratório de almas que são, assistem à manifestação de alcoolistas desencarnados que acusam o grande estragam que o vício causou em suas existências, concitando-nos à temperança, à vigilância.
Será certo que nós, como espíritas, estimulemos o seu consumo, a ponto de vender bebidas alcoólicas em nossas comemorações? Será que os fins – arrecadação de fundos – justificam os meios – estímulo à viciação? Estaremos, de fato, atendendo aos desígnios superiores que o Espiritismo encerra?
Que cada um tem o direito de querer beber, e na quantidade que quiser, isso não se nega. O livre-arbítrio está aí e não devemos ser sensores do comportamento alheio. Contudo, não devemos ocupar o papel espúrio daqueles que exploram as misérias alheias, locupletando-nos com os vícios que alimentam. Se nos convier fazê-lo, também o foi para os católicos que, na Idade Média, venderam um pedaço do Céu, como ainda o é para certos grupos, que vendem a felicidade em seus arraias religiosos, sob diversas formas.
A proposta espírita é consolar e esclarecer, nunca estimular o erro ou perpetrá-lo. Cuidemos de nossos grupamentos espíritas e de suas realizações, frente às graves responsabilidades que assumimos perante a nossa própria consciência.
Não nos transformemos em vendilhões do templo, pois correremos o risco de ser recebidos, pelo Cristo, não de braços abertos, mas de chicote em punho, na qualidade de hipócritas.
Conhecemos uma verdade que escapa à grande maioria das pessoas – a imortalidade da alma – e devemos libertá-las, como propõe Jesus, quando recomenda o conhecimento da verdade como instrumento de libertação. Ou deveremos aprisioná-las, explorando seus vícios e limitações sob o discurso de que é preciso “fazer dinheiro”, a todo custo, para promover o Bem?
 



Pedro Camilo

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014


 
Mesmo que não seja espírita, o caro leitor já deve ter ouvido falar de Divaldo Franco, orador, médium e divulgador do Espiritismo. Bem como na obra assistencial Mansão do Caminho. A Mansão do Caminho e o Centro Espírita Caminho da Redenção foram fundados por Divaldo e por Nilson de Souza Pereira
 
Como o Espiritismo não é profissão, Divaldo foi professor e funcionário público, e Nilson foi bancário, telegrafista do Ministério da Marinha e funcionário da Empresa de Correios e Telégrafos. Quando chegou a idade da reforma (aposentadoria, no Brasil), passaram a dedicar-se a tempo inteiro ao trabalho espírita. Divaldo foi e é o comunicador por excelência, e Nilson foi o organizador, o homem de bastidores da obra conjunta dos dois amigos.

A 21 de Novembro de 2013, o Tio Nilson partiu para a Pátria Espiritual. Graças à misericórdia divina, somos agora brindados com uma comunicação do exemplar trabalhador do Bem.
 
Mensagem psicofónica de Nilson de Souza Pereira, 30/12/2013,  pelo médium Divaldo Pereira Franco 
 
VITÓRIA DA VIDA 
 
Meus irmãos: Sou eu quem volta sob a proteção d...a Divina Misericórdia. A vida triunfa sobre a morte, e, há 40 dias desde o momento final no corpo, o amor incondicional do Pai prossegue socorrendo-me de modo que neste momento eu possa dizer com o coração túmido de saudade mas com o Espírito exultante: estou vivo! Tenho orado com fervor aguardando este momento de reencontro para agradecer a Deus a felicidade incomparável da longa existência aureolada de bênçãos que reconheço não merecer. Nossa Benfeitora trouxe-me hoje, às vésperas do encerramento do ano, para agradecer tudo quanto recebi durante a existência e, particularmente, nos dois últimos anos de impedimento e de limitação. De alma ajoelhada agradeço o devotamento, o respeito, o carinho de que fui objeto, mais especialmente a vigília dos filhos, de Gerulina, das cuidadoras e a paciência dos irmãos da Casa Grande, que não se enfastiaram com o meu demorado processo de libertação. Agradeço as homenagens que me foram oferecidas, as condolências, as lembranças, todo este colar de bondosas referências que não condizem com a minha existência humilde, sempre em plano secundário, de trabalhador braçal que sempre me considerei... Desejo registrar as emoções profundas, falar das alegrias incontáveis do reencontro com os seres queridos, alguns dos quais de saudosas recordações. Agradeço a todos que não me atrevo a nomear, que usaram de misericórdia para com o velho amigo causador de problemas... Que me perdoem os erros que não pude superar, as imperfeições que não consegui corrigir e a pequenez que não pude transformar em grandeza moral. Comovo-me com as saudades daqueles que me amam e suplico que sejam felizes. Suplico a Deus que transforme nossa Casa de amor num santuário de misericórdia, porque tudo passa mas o amor permanece. Ninguém nunca se arrependerá por ter agido com misericórdia, compaixão e amor. Que o nosso ninho de esperança permaneça como o lar dos que não têm abrigo, a estância, última que seja, para o repouso, na certeza de que, aqui entre nós de ambos os lados, Jesus estará de braços abertos dizendo com suavidade: Vem, meu filho, este lar é teu! Perdoem-me as emoções. É a primeira experiência. Embora preparando-me para este momento, a mente desatrela o corcel das lembranças, das saudades, da gratidão... Eu suplico que as preces continuem envolvendo-me para que eu possa corresponder às expectativas dos corações que me amam. Paz e misericórdia, gratidão profunda e súplica em favor de todos os que sofrem. O velho companheiro agradecido, Nilson 
 
(Mensagem psicofónica pelo médium Divaldo Pereira Franco, na reunião mediúnica do Centro Espírita Caminho da Redenção, na noite de 30 de Dezembro de 2013, em Salvador, Bahia.)

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

  • Registro. Roteiro com Divaldo Pereira Franco no Estado de São Paulo – Catanduva, 19/11/2013
 
Terminados os labores junto ao Congresso Espírita de Portugal, Divaldo Franco retornou ao Brasil no dia 18, pela manhã, chegando em S. Paulo às 21h, onde descansou após a longa viagem, recuperando-se para que pudesse  levantar-se às 4h30, a fim de viajar a S. José do Rio Preto, para dar prosseguimento aos seus compromissos pelo Estado de S. Paulo.
No dia 19, portanto, passando o dia na progressiva Rio Preto, às 17h com a família Eurípedes Silva, Miguel e Terezinha de Jesus Sardano, viajaram a Catanduva, onde estava programado para uma conferência no Clube Social da Cidade, que recebeu 2.500 pessoas para o ouvir.
Divaldo visita Catanduva desde o mês de maio de 1954, devendo completar 60 anos de ininterruptas viagens a essa cidade no próximo ano de 2014, realizando intensa e brilhante divulgação do Espiritismo por toda a região.
Sob a direção do nosso confrade Roberto Cacciari a reunião teve início com a apresentação do extraordinário cantor Roberto Oliva, que apresentou de maneira invulgar músicas sacras e populares, oferecendo a Divaldo uma lindíssima canção francesa.
Após o miniconcerto, Cacciari proferiu a prece de abertura e passou a palavra a Miguel de Jesus que apresentou Divaldo e dedicou a conferência a Nilson de Souza Pereira, naquele momento em processo de desencarnação na cidade do Salvador, distante fisicamente do amigo querido, ao lado de quem, por 68 anos ininterruptos, trabalhou pela construção, direção e vivência na Mansão do Caminho, a veneranda obra de amor e iluminação de consciências pela educação, que ambos edificaram.
Divaldo fez uma incomum abordagem do Tema da Psicologia do Perdão, narrando parte da autobiografia de Simon Wiesenthal, no campo de Concentração de Auschwitz, na Polônia. A história dramática, que referiu-se a uma confissão, à hora da morte, de um jovem das tropas de extermínio SS, é extraordinariamente comovedora, levando o ilustre conferencista e médium baiano a perguntar ao auditório: ― Você perdoaria?
Desdobrou a temática do perdão em várias facetas: religiosa, sociológica, psicológica e espírita, discutindo pontos delicados da educação moderna da família e das fugas dos pais e dos educadores do lar, tornando-se fornecedores de coisas, para não se darem aos filhos e educandos, que os aguardam e para os quais se reencarnaram.
Divaldo prolongou o tema com uma narrativa muito sensibilizadora, a respeito do Bombeiro Bill, de Los Angeles, levando o auditório às lágrimas, assim como os comentários sobre a entrevistadora de TV canadense, que renunciou a ganhar milhões de dólares em seu país, a fim de atender a filha que lhe perguntou um dia: - Mamãe por que a senhora ri tanto na televisão e nunca em casa? Ao que ela respondeu: ― Porque na televisão eu ganho para sorrir...
Então, a filhinha de cinco anos, indagou-lhe: - E quanto você quer ganhar para sorrir um pouco em casa para mim?
Depois de 75 minutos foi encerrada a magna conferência com aplauso demorado e vibrante dos assistentes.
   Fotos e texto: Sandra Patrocinio
 
(Texto e fotos recebidos em email de Jorge Moehlecke)

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Mensagem de Eurípedes Barsanulfo ao Brasil

EURIPEDES_BARSANULFO
Pátria bem amada ouvi o meu canto de gratidão!
Teus ubérrimos campos sustentam a vida.
Tuas planícies ubertosas festejam a natureza em corolas perfumadas e multicoloridas.
Teus flumes da cor da prata, da ocra, do âmbar e do cristal, serpenteiam caudalosos e fartos.
Teus mares de safira e esmeralda escondem ricos tesouros.
Tuas verdosas florestas acolhem a flora e a fauna exuberantes que, em tudo, revelam o Criador.
Em teus céus, coalhados de rútilas estrelas, lucila o cruzeiro como sinal astronômico para a redenção.
EURIPEDES_01
Mas se os teus recursos naturais enchem-nos de admiração, é o povo, especialmente, que desejamos exaltar.
Brasileiros, filhos desta nobre nação, ante as lutas da vida apresentai-vos intrépidos.
Desde que Cabral, capitaneando as naus do descobrimento, ostentando a cruz e o ideal dos templários, rompeu o Atlântico, a terra de Pindorama fez raiar o sol do Novo Mundo.
A parte as críticas pertinentes à História, o Brasil tem por função a espiritualização dos homens.
Então, brasileiros, ouvi, levantai-vos, pois vossa missão é a fraternidade universal.
Entre os astros de primeira grandeza, incrustados no panteão de nossas conquistas, há um povo cuja tarefa não pode mais tardar!
Um país continental, de programação, de espírito e verdade, carece de braços e heróis. Não nas ideologias dominantes, em que a propagação do “heroísmo” interesseiro entorpece as massas, refiro-me ao heroísmo pessoal em benefício da construção de uma nação verdadeira.
Mas, no panorama político, alguém recorda:
- A corrupção nos açoita como látego cruel a fazer correr o sangue das multidões!
- A tortura dos tiranos modernos, nas manobras da economia, parece-nos esfacelar o corpo e traspassar a alma com a lâmina da beligerância.
EURIPEDES_02
Tratai de acalmar-vos!
Uma pátria verdadeira não se constrói sem suor e lágrimas.
Um Brasil, legitimamente nacional, é construção de todos nós!
Um estado que sirva à humanidade, e dela recolha representantes da honestidade e do patriotismo real, é sonho que se sonha na coletividade.
Por isso, longe de atacarmos, ferirmos, revolucionarmos com armas, convém contribuir, democraticamente, usando a educação intelecto moral por instrumento de renovação social.
Espíritas brasileiros, oferecei vossa contribuição ao Brasil:
- Trabalho honesto;
- Vivência dos valores cristãos no lar;
- Respeito às diferenças;
- Misericórdia para os falidos;
- Educação, cortesia, gentileza;
- Amizade, fé racional;
- Entendimento correto do Espiritismo;
- Pureza doutrinária.
Isso, está ao nosso alcance!
Um Brasil melhor começa com nosso compromisso de bem viver.
EURIPEDES_03
A violência assusta e enche-nos de indignação!
Os hospitais públicos fazem pensar, aos desavisados, que Deus esqueceu-se dos pobres e desesperançados!
As escolas, em território nacional, abandonadas muitas, miseráveis outras, fazem crer, aos olhos meramente materialistas, que o povo está desamparado.
Se a caixa de Pandora está aberta, convidando os homens à auto-superação, lembrai-vos da esperança!
Dia virá em que a nossa terra despertará!
Ainda vivemos o pesadelo dos exploradores, mas a nação, composta por almas devotadas, sonhará com a liberdade das amarras do poder e a responsabilidade fará surgir um novo Grito, em cada um de nós, e o clamor dessa nova Independência, num Ipiranga de confiança, nos conduzirá na construção de um Brasil mais justo e nobre!
O brado novel, porém, diferente do de outrora, retumbará mais forte: Brasil Pátria do Evangelho!
Brasileiros, irmãos, bendizei esta terra, amai-a!
Entidades maiores clamam a Deus pelo renascimento e rogam o Brasil por honra de trabalho.
Muitos colonizadores retornarão das campas, para devolver ao povo o que ao povo pertence por direito.
Mas trabalhai, colaborai, vossa bandeira tem de ser o labor!
Vossos filhos ganharão letras, honrarão a ciência, permanecerão em solo nacional e a nossa gente contribuirá para uma grande renovação social.
Vede, espíritas, quanto bem feito no mundo!
Se as trevas nos espreitam, nos estertores de um tempo que se esgota, a luz surge triunfante!
Em toda parte há obras de benemerência, muitas outras virão!
A aristocracia intelecto-moral, promulgada por Kardec, haverá de ser uma realidade. A ética será uma necessidade entre as nações e a economia, necessariamente, trará a fraternidade.
Por uma questão de sobrevivência, os povos aprenderão a respeitar-se, reciprocamente!
Brasileiros, nada de abandonar a nossa terra, nada de desertar da batalha! Sois soldados do Cristo, apresentai-vos:
- Vossa arma? A inteligência;
- Vosso escudo? A fé;
- Vosso elmo? A oração;
- Vossa lança? O trabalho;
- Vossa luta? A renovação moral;
- Vosso comandante? Jesus;
- Vossa musa? A Verdade!
Avante, irmãos!
Nenhum brasileiro renasceu por acidente!
Todos temos uma programação!
Ouvi o Hino Nacional, irmãos, e vede que Manuel da Silva e Duque Estrada foram guiados por seres invisíveis a grafar, em acordes de luz com letra de estupenda beleza, o destino da nação.
EURIPEDES_04
Fazei deste poema cantante, clarim da verdade, vossa prece diária. E quando orardes assim, cheios de certeza, sabei que os ministros do Senhor conhecem o Brasil!
Estudantes, acadêmicos, professores, médicos, cientistas, advogados, políticos, legisladores, religiosos, trabalhadores, gente do povo, irmãos, levantai!
Carregai n´alma o nosso pendão! A flâmula verde-louro, representa o ideal que todos devemos perseguir: Ordem e Progresso! Que as vinte e seis unidades federativas e o Distrito Federal, estrelas fulgentes de um céu anilado, representem e exaltem, com honestidade soberana, a nação!
E nós, o povo, encarnado e desencarnado, laboremos com afinco, mantendo-nos honestos e fraternos onde
a vida nos colocou.
Irmãos, há uma infinidade de espíritos que se sentem brasileiros (pelo amor que devotam a esta mátria) envolvendo-vos!
Aos espíritas deste solo, e aos que aqui vieram ter, coragem, avante!
A doutrina nos ilumina, façamos, portanto, luz!
O Espiritismo nos esclarece, comportemo-nos, então, com equilíbrio!
O Consolador nos estimula, marchemos, assim, impávidos!
Mas, o Mestre vos conclama e a todos auxilia, convicto da transformação! Enchamo-nos de ânimo, pois que o Brasil necessita de sua brava gente, plena de fé, esperança e caridade.
Quando em vossas reflexões mais profundas sobre a pátria que vos acolhe, olhai para o alto e sabei: de páramos de glória, o Cristo, contando convosco, guia o Brasil!

Eurípedes
(Mensagem psicografada pelo médium Emanuel Cristiano em reunião da noite de 21/4/2013, no Centro Espírita “Allan Kardec”, de Campinas/SP)
EURIPEDES_05

terça-feira, 9 de abril de 2013

O CONSOLADOR PROMETIDO POR JESUS

Foto: Leia esta esclarecedora mensagem, aqui... No Blog Espírita

http://blogespirita.net/2012/12/01/o-consolador-prometido-por-jesus/Assim como a vinda de Jesus à Terra marcou o ínicio de uma Nova Era, o advento do Espiritismo veio trazer novas luzes e um imenso manancial de consolo para a humanidade.
A maturidade necessária para entender os ensinamentos do Cristo, em espírito e verdade, tinha que esperar pelo despertar da mente para as realidades do Espírito. Não foi por acaso que a codificação da Doutrina dos Espíritos teve seu ponto decisivio na pátria da declaração dos direitos humanos, da liberdade de pensamento, da pesquisa e do método científico por excelência. A França, em sua tarefa de trazer novos rumos à mente humana trouxe em seu plano de expansão, no século das luzes a missão de abrigar a Codificação e como celeiro do conhecimento, que marcou toda uma época, editá-la para o mundo inteiro.

Cumprindo a promessa do Cristo, o Espiritismo chama os homens a observância das Leis Naturais do Progresso, de Ação e Reação e de Intercâmbio entre os dois planos da vida.
Que consolo maior podem haurir o pai ou a mãe que, através das comunicações espíritas, recebem as mensagens autênticas dos filhos que partiram transmitindo-lhes a esperança e a certeza do reencontro ?
As penas eternas que tanto fustigam os corações sensíveis são revisadas por ótica salutar. O sofrimento, por mais duradouro que pareça, terá fim um dia. Deus, a extrema misericórdia, dá a seus filhos, através do resgate justo, nas vidas de expiação e provas, a possibilidade de cobrir com o bem, no presente, os grandes débitos do passado.
A Lei de Ação e Reação nos ensina que o destino pode ser mudado todos os dias com atos que praticamos. Por isso o retro-agir é uma máxima dentro dos postulados Espíritas.
O consolo contido nas Bem-aventuranças do Sermão da Montanha é explicitado através das explicações do porquê do ser, do destino e da dor. Os sofrimentos são analisados em seus objetivos didáticos-pedagógicos: “a cada um segundo as suas obras”, “o que semeia ventos colhe tempestades”, “o que semeia a bonança colhe a calmaria”, tudo tem uma finalidade útil.
As crises salutares dos sofrimentos humanos têm uma função só: aliviar o homem de seus fardos acumulados ao longo das vidas sucessivas de desatinos e desmandos. Trazer alívio, o planejamento de novas rotas a bem da própria criatura e de toda a humanidade. Isto, conseqüentemente gera mais aceitação para com as diferenças sociais e maior desempenho na luta individual, pois a felicidade futura pode ser alcançada de imediato na sementeira do bem, no dia a dia de cada um.
A certeza de que a morte não existe com extinção de vida é outro grande consolo da Doutrina dos Espíritos. Esta certeza colabora para a aceitação dos reveses e das perdas dos entes amados. Por outro lado, a reencarnação como chance preciosa para a recuperação do tempo perdido, traça novo perfil para o entendimento do “renascer da água e do espírito”. Não somente um novo corpo, mas novas perspectivas de aprender e crescer com as verdades espirituais, pois uma infância tão longa em planos como os nossos funciona como o tempo necessário a nova sementeira nas almas reencarnantes. O papel da educação em bases moralizantes é o alvo dos ensinamentos espíritas.
A influênciação espiritual que acompanha o ser reencarnado do berço ao túmulo mostra a veracidade da interpenetração entre os dois mundos: o material e o espiritual. Ninguém está só.
A mediunidade, com Jesus e Kardec, dentro dos aspectos propostos pela Doutrina dos Espíritos, cumpre seu papel de ponte entre os dois planos. Através do exercicío sério e disciplinado da mesma as profecias, os ensinamentos, o socorro através da cura, da assistência espiritual benéfica traçam novos horizontes para a humanidade sofredora.
Enfim, se alguém ainda não se convenceu do papel da Doutrina Espírita como o CONSOLADOR PROMETIDO reflita:
A Doutrina Espírita restaura o Cristianismo na Terra.
A Doutrina Espírita, como fé raciocinada por excelência, lança luzes sobre TODOS os pontos e revelações do Evangelho de Jesus Cristo.
“A Doutrina Espírita é Sol nas almas, ensinado o homem a viver”.
A Doutrina Espírita prova que a morte não existe como extinção de vida.
A Doutrina Espírita estabelece correio seguro entre os dois lados da vida.
A Doutrina Espírita está a frente da Ciência da Terra na comprovação das realidades do Espírito e do Universo.
Só a Doutrina Espírita é Ciência, Filosofia, Fé e Religião, consolação prometida há dois mil anos por Jesus, diretriz da humana perfeição.

domingo, 31 de março de 2013

A Páscoa e o Espiritismo

A Páscoa e o Espiritismo

O Espiritismo não celebra a Páscoa, mas respeita as manifestações de religiosidade das diversas igrejas cristãs, e também não proíbe que seus adeptos manifestem sua religiosidade.
Páscoa, ou Passagem, simboliza a libertação do povo hebreu da escravidão sofrida durante séculos no Egito, mas no Cristianismo comemora a ressurreição do Cristo, que se deu na Páscoa judaica do ano 33 da nossa era, e celebra a continuidade da vida.
O Espiritismo, embora sendo uma Doutrina Cristã, entende de forma diferente alguns dos ensinamentos das Igrejas Cristãs. Na questão da ressurreição, para nós, espíritas, Jesus apareceu à Maria de Magdala e aos discípulos, com seu corpo espiritual, que chamamos de perispírito. Entendemos que não houve uma ressurreição corporal, física. Jesus de Nazaré não precisou derrogar as leis naturais do nosso mundo para firmar o seu conceito de missionário. A sua doutrina de amor e perdão é muito maior que qualquer milagre, até mesmo a ressurreição.
Isto não invalida a Festa da Páscoa se a encararmos no seu simbolismo. A Páscoa Judaica pode ser interpretada como a nossa libertação da ignorância, das mazelas humanas, para o conhecimento, o comportamento ético-moral. A travessia do Mar Vermelho representa as dificuldades para a transformação. A Páscoa Cristã, representa a vitória da vida sobre a morte, do sacrifício pela verdade e pelo amor. Jesus de Nazaré demonstrou que pode-se Executar homens, mas não se consegue matar as grandes idéias renovadoras, os grandes exemplos de amor ao próximo e de valorização da vida.
Como a Páscoa Cristã representa a vitória da vida sobre a morte, queremos deixar firmado o conceito que aprendemos no Espiritismo, que a vida só pode ser definida pelo amor, e o amor pela vida. Foi por isso que Jesus de Nazaré afirmou que veio ao mundo para que tivéssemos vida em abundância, isto é, plena de amor.
Amílcar Del Chiaro Filho

domingo, 3 de fevereiro de 2013

Dr. Bezerra de Menezes (espírito) em Amanhecer de uma nova era, de Manoel Philomeno de Miranda (espírito), psicografia de Divaldo Franco.



“A população terrestre alcança a passos largos o expressivo número de sete bilhões de seres reencarnados simultaneamente, disputando a oportunidade da evolução...

Embora as grandes aquisições do conhecimento tecnológico e dos avanços da ciência na sua multiplicidade de áreas, nestes dias conturbados os valores transcendentes não têm recebido a necessária consideração dos estudiosos que se dedicam à análise e à promoção dos recursos humanos, vivendo mais preocupados com as técnicas do que com o comportamento moral, que é de suma importância. Por isso, a herança que se transfere para as gerações novas que ora habitam o planeta diz mais respeito à ganância, ao prazer dos sentidos físicos, à conquista de espaço de qualquer maneira, dando lugar à violência e à desordem...

Têm ocupado lugar o materialismo e o utilitarismo, contexto em que muitos comprazem-se distantes da solidariedade, da compaixão e dos espírito fraternal, ante a dificuldade da real vivência do amor, conforme ensinado e vivido por Jesus.

Os indivíduos parecem anestesiados em relação aos tesouros da alma, com as exceções compreensíveis.

Felizmente, o fim do mundo de que falam as profecias refere-se àquele de natureza moral, com a ocorrência natural de sucessos trágicos que arrebatarão comunidades, facultando a renovação, que a ausência do amor não consegue lograr como seria de desejar...

Esses fenômenos não se encontram programados para tal ou qual período, num fatalismo aterrador como muitos que ignoram a extensão do amor de Nosso Pai divulgam,mas para um largo período de transformações, adaptações, acontecimentos favoráveis à vigência da ordem e da solidariedade entre todos os seres.

É compreensível, portanto, que a ocorrência mais grave esteja, de certo modo, a depender do livre-arbítrio das próprias criaturas humanas, cuja conduta poderá apressar ou retardar a sua constituição, suavizando-a ou agravando-a...

Se as mentes, ao invés do egoísmo, da insensatez e da perversidade, emitissem ondas de bondade e de compaixão, de amor e de misericórdia, certamente o panorama na Terra seria outro.

Compreendendo-se a transitoriedade da experiência física, no futuro a psicosfera do planeta será muito diferente porque as emissões do pensamento alterarão as faixas vibratórias atuais que contribuirão para a harmonia de todos e para o aproveitamento do tempo disponível.

O amor de Nosso Pai e a ternura de Jesus para com o Seu rebanho diminuirão a gravidade dos acontecimentos, mediante também a compaixão e a misericórdia, embora a severidade da lei do progresso.

Todos nos encontramos, desencarnados e encarnados, comprometidos com o programa da transição planetária para melhor. Por essa razão, todos devemos empenhar-nos no trabalho de transformação moral interior, envolvendo-nos em luz, de modo que nenhuma treva possa causar-nos transtorno ou levar-nos a dificultar a marcha da evolução.

Certamente, os espíritos fixados nas paixões degradantes sintonizarão com ondas vibratórias próprias a mundos inferiores, para eles transferindo-se por sintonia, onde se tornarão trabalhadores positivos pelos recursos que já possuem em relação a essas regiões atrasadas nas quais aprenderão as lições da humildade e do bem proceder. Tudo se encadeia nas leis divinas, nunca faltando recursos superiores para o desenvolvimento moral do espírito.

Nesse imenso processo de transformação molecular até a conquista da angelitude, há vários meios propiciatórios para o crescimento intelecto-moral, sem as graves injunções desagradáveis. Todos esses meios, entretanto, têm como base o amor e o trabalho.

Assim, a divulgação do Espiritismo é de fundamental importância por demonstrar a todos a imortalidade, a justiça divina, a mediunidade, os mecanismos de valorização da experiência na reencarnação e o imenso significado de cada momento existencial. Desse modo, convidemos a todos o aprendizado pelo amor, à reflexão e ao labor da caridade fraternal com que se enriquecerão, preparando-se para a libertação inevitável pela desencarnação, quando ocorrer.

Louvar e agradecer ao Senhor do Universo pela glória da vida que nos é concedida e suplicar-Lhe auxílio para sermos fiéis aos postulados do pensamento de Jesus, nosso Mestre e Guia, constituem deveres nossos em todos os momentos.

Entretanto, todos os trabalhadores do bem devem atentar para o fato de que experimentarão o aguilhão da dificuldade, sofrerão o apodo e a incompreensão desenfreada que têm sido preservados pela invigilância dos que nada contribuem.

Todos serão chamados ao sacrifício, de alguma forma, a fim de demonstrarem a excelência dos conteúdos evangélicos, considerando-se, por um lado, as injunções pessoais que exigem reparação e, por outro, a fidelidade que pede confirmação pelo exemplo.

Que se não estranhem as dificuldades que se apresentam inesperadamente, causando, não poucas vezes, surpresa e angústia. Por isso, o refúgio da ração apresenta-se o lugar seguro para reabastecer as forças e seguir com alegria.

As entidades que se comprazem na volúpia da vampirização das energias dos encarnados distraídos e insensatos, voltam-se contra os emissários de Jesus onde se encontrem, gerando conflitos em sua volta e agredindo-os com ferocidade. O trabalhador do Mestre, por sua vez, deve voltar-se para a alegria do serviço, agradecendo aos Céus a oportunidade autoiluminativa, sem que nisso ocorra qualquer expressão de masoquismo. Aliás, constitui-nos uma honra qualquer sofrimento por amor ao ideal da verdade, à construção do mundo novo.

Que o discernimento superior possa assinalar-nos a todos, e que os mais valiosos recursos que se possuam sejam colocados à disposição do Senhor da Vinha que segue à frente.”



Dr. Bezerra de Menezes (espírito) em Amanhecer de uma nova era, de Manoel Philomeno de Miranda (espírito), psicografia de Divaldo Franco.