segunda-feira, 2 de novembro de 2015

Considerações sobre finados e desencarnes


Fundamental ampliar a consciência da imortalidade em nós, pois ela leva-nos a compreender que estamos todos de passagem uns pela vida dos outros. Aprendemos, então, a amar sem apego, pois o apego é fonte de constante sofrimento. Portanto, com o desapego, o que não quer dizer desamor, aprendemos a aceitar de forma mais leve e tranquila quando um afeto tem de nos deixar para seguir seu caminho por outros recantos deste universo.


Tipos de desencarnes e as dores.
Há desencarnes violentos, abruptos, inesperados, como há desencarnes provenientes de doença de longo curso, suicídios e etc. Além, é claro, dos desencarnes de forma natural, como uma vela que vai, paulatinamente, apagando-se. Allan Kardec ensina que é como uma lâmpada que se apaga por falta de energia.

No entanto, qual o pior ou o melhor desencarne?
Isso depende muito de como o desencarnante e seus familiares encaram a morte.
Em realidade, é muito mais relevante a forma com que se viveu aqui na Terra do que a maneira como ocorreu o desencarne.
O suicídio é um capítulo à parte. Se por um lado o Espírito compromete-se sobremaneira perante as leis da vida, por outro lado existe a misericórdia de Deus que jamais fecha a porta aos seus filhos.

Aos familiares daqueles que se atiraram pelas portas enganosas do suicídio, orienta-se orar em benefício do afeto, porquanto a oração é genuíno bálsamo que o auxilia na recuperação de seu equilíbrio. Fundamental não se revoltar nem rememorar os momentos dolorosos envolvendo o Espírito que se suicida, a fim de não fazê-lo reviver com mais intensidade os seus dramas. Eis, também, uma das razões pelas quais deve-se orar com intenso fervor em benefício dos afetos que se precipitaram.
Há pessoas que não gostam nem de cogitar da morte, renegam a reflexão referente a grande certeza da vida e, por isso, sentem maiores dificuldades em superar a temporária separação quando ela ocorre.

Entretanto, há muita gente que vem trabalhando em si e nos familiares uma visão mais leve, encarando a morte como uma transição de um plano ao outro e não destruição plena da vida, dos sonhos e amores. Quem assim pensa conserva serenidade diante dos rumos tomados pela vida. Por conta do seu nível de espiritualização, naturalmente que ficam tristes, contudo libertos da revolta que costuma caracterizar aqueles que não se prepararam para a inevitável separação.
É comum nos preocuparmos se o nosso afeto sofreu ou não no momento derradeiro de sua vida. Ficamos a pensar:


Como foi o instante do desencarne? Sentiu dores? Sofreu? Chorou?
O Espiritismo responde essas questões e apaziguá o seu coração. Dizem os sábios invisíveis que no momento derradeiro da existência não há sofrimento, e que o indivíduo sofre mais durante a vida do que no instante de seu desencarne. Para alguns, aliás, o desencarne é um júbilo, pois vê chegar o final de seu exílio no corpo físico.
Muita gente fica impressionada com o tipo de morte de seu afeto, principalmente quando é violenta. Compreensível que o contexto da morte cause maior ou menor comoção. Uma coisa é ver seu afeto partir após doença de longo curso. Outra coisa é vê-lo deixar esta vida de forma brutal, assassinado por exemplo.

A propósito, na obra que tive o prazer de escrever Pérolas devolvidas – publicada pela Editora CEAC, que aborda o tema partida de entes queridos, conto o caso de uma senhora que viu seu filho ser brutalmente assassinado. Indagada se havia perdoado o assassino, respondeu de forma inesquecível:
- Perdoar em meu caso não é uma escolha, mas necessidade. Se conviver com a ausência de meu filho está difícil, com ódio seria insuportável.
Uma sábia mulher que, apesar da dor, concedeu para si mesma o presente do perdão. Vive em paz, não obstante a saudade que faz sangrar seu coração materno, segue sua vida de forma digna e confia em Deus de que um dia, cedo ou tarde, reencontrará seu filho.





E a alma, fica presa ao corpo depois de sua morte? Como funciona isso?
Informam os Espíritos que não há uma separação abrupta entre alma e corpo, e isto efetua-se de forma gradativa. Os laços que mantinham ligados Espírito e corpo físico por meio do  perispírito (corpo espiritual), vão paulatinamente rompendo-se até ocorrer a separação definitiva. Naturalmente que o tempo de desprendimento entre corpo e alma é variável de pessoa para pessoa.
Quanto mais ligada a matéria for o indivíduo maior é o tempo em que permanecerá de alguma forma ligado ao seu corpo físico.
Eis porque a necessidade de irmos nesta existência dando-nos conta de que estamos, realmente, apenas de passagem, cultivando, pois, os valores além da matéria. Se cuidar do corpo é importante e, aliás, ressaltamos esta importância, cuidar do Espírito, buscando autoconhecer-se e praticar o bem no limite das forças é fundamental, pois, como bem sabemos, não somos o corpo, mas, sim, um Espírito que está temporariamente morando no corpo físico.


E após o desencarne, para onde vamos, para onde vão nossos amores?
Pergunta muito comum de natural curiosidade. Afinal, já que a vida não se encerra no túmulo, para onde iremos nós e nossos amores?
O Espiritismo ensina que Céu e Inferno não são locais geográficos, mas estados de consciência. Portanto, nossa consciência que ditará os locais onde estaremos. Se conscientes de que somos Espíritos imortais, cumpridores de nossos deveres e entendedores de que necessitamos domar nossas más inclinações, naturalmente que iremos para um local no plano espiritual que faz jus as nossas aspirações, realizações, necessidades e desejos. Logo, tanto encarnados como desencarnados viveremos onde mais tivermos afinidades de vibração, formando comunidades espirituais. É por essa afinidade de vibrações que se formam as colônias espirituais, como, por exemplo, a chamada Nosso Lar, conhecida pelas narrações de André Luiz ao médium Chico Xavier. Se gosto de futebol procurarei lugares onde as pessoas falam de futebol e não de voleibol. Então, por analogia, entendo que aqui ou no além procurarei habitar regiões em que tenho afinidades.





No dia de finados posso visitar meu afeto no cemitério?
Em palestras pelo interior do estado de São Paulo no mês de outubro, fui indagado justamente sobre isso. Uma jovem perguntou se podia visitar sua mãe no cemitério e levar flores?
Claro que pode ir ao cemitério, foi nossa resposta, entretanto, considere que no cemitério estão apenas os despojos carnais de sua mãe. Seu Espírito, bem provável, não esteja por lá. Indaguei-lhe qual o local da casa que a mãe mais gostava. Ela disse, feliz, como se sentisse a presença da mãe ao seu lado: Na cozinha! Mamãe adorava a cozinha. Então, disse-lhe, que tal colocar as flores na cozinha e conversar lá com a sua mãe, atraindo-a pelo pensamento ao local onde ela apreciava na casa. Certamente que sua mãe sentirá suas vibrações de amor e, a depender de sua situação no mundo dos Espíritos e da permissão de Deus, poderá comparecer para uma visita. Penso que ela ficará muito mais a vontade em estar na cozinha de sua casa do que no cemitério, certo? Ela, sorrindo, fez que entendeu a mensagem e despediu-se.


Apenas morre o corpo!
Tenhamos a certeza de que apenas o corpo morre, mas a essência permanece viva, nosso Espírito vivem pela eternidade afora.
A separação é apenas temporária. Ademais, a morte do corpo não mata os bons momentos vividos, não sepulta as ternas recordações, não destrói uma vida digna de exemplos edificantes.
Muitos dizem sentir saudades. Ah, quão abençoada é a saudade, pois representa o amor que fica.
Celebremos nossos amores em nosso coração, elevando nosso pensamento a Deus em forma de gratidão por termos convivido e aprendido com eles.
O Espiritismo matou a morte tétrica, trágica, fúnebre ao informar:
Eles vivem... eles vivem...
E se eles vivem, um dia nos reencontraremos...
Quem viver, verá...
 

Uma Orientação política para o Brasil - Emmanuel fala sobre a má política e a falta de cérebros e de sentimentos


Faltam os cérebros e os sentimentos

"Faltam os executores, os cérebros e os sentimentos.
Evite-se a expansão do interesse pessoal, as competições mesquinhas, a ambição de ganhos e domínios, os assaltos ao Tesouro Público, o exibicionismo, e cultive-se, acima de tudo, o interesse da coletividade. Basta isso. A coletividade é a nação e não se compreende o patriotismo fora dessas normas."



Isto está no livro Notáveis Reportagens com Chico Xavier, pág. 205 da 2a. edição IDE-2003. Capítulo 36 - UMA ORIENTAÇÃO POLÍTICA PARA O BRASIL NAS PÁGINAS PSICOGRAFADAS DE CHICO XAVIER!

O Evangelho e seu significado na evolução

O Evangelho e seu significado na evolução
Tema do I Colóquio Bahia-Mundo de Espiritismo

A Federação Espírita do Estado da Bahia promove o I Colóquio Bahia-Mundo de Espiritismo, dentro do XVI Congresso Espírita da Bahia, entre 30/10 e 2/11/2015.
Contando com um rol de expositores convidados, inclusive do GEECX, haverá o desenvolvimento o oportuno estudo do tema “O Evangelho e seu significado na evolução”, tendo Simone Figueredo, como Coordenadora.
A referida coordenadora do tema distribuiu uma sugestiva pauta de reflexões para os expositores. Vale a pena a reflexão sobre o temário.
Destacou Simone Figueredo alguns pontos para estudo e debate para a melhor compreensão do “Evangelho e seu significado na evolução”: “Que significado tem o Evangelho no contexto da evolução? Há orientações no Evangelho que podem nos levar à superação do estágio humano?
O Espiritismo se propõe a vivência do pensamento de Jesus. Como espíritos que somos, o que podemos realizar com os seguintes “mandamentos”?
  1. “Sede vós pois perfeitos, como perfeito é o vosso Pai que está nos céus.”
(Mateus 5: 48)
O que entendemos por perfeição? Acreditamos neste estágio na condição humana?
  1. “Bom Mestre, que bem farei para conseguir a vida eterna?… Disse-lhe Jesus: Se queres ser perfeito, vai, vende tudo o que tens e dá-o aos pobres, e terás um tesouro no céu; e  vem, e segue-me!” (Mateus 19:16  e 19:21).
– Até que ponto somos capazes de abdicar dos bens terrenos? É possível desfrutar da riqueza material e alcançar o reino do céu? O que significa a vida eterna?
  1. “Dou-vos um novo mandamento: que vos ameis uns aos outros, e que, assim como eu vos amei, vos ameis também uns aos outros. Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos, se tiverdes amor uns aos outros.” (João 13:35)
“Ninguém tem maior amor do que este, de dar alguém a sua vida pelos seus amigos.” (João 15:13)
– Como estamos vivenciando o amor nas relações? Podemos alcançar o ideal de “um só pensamento e um só coração”?
  1. "Pois em verdade vos digo que, se tiverdes fé como um grão de mostarda, direis a este monte: Passa daqui para acolá, e ele passará. Nada vos será impossível" (Mateus 17.20).
“Na verdade, na verdade vos digo que aquele que crê em mim também fará as obras que eu faço e as fará maiores do que estas, porque eu vou para meu Pai.” (João 14:12)
– Acreditamos em nosso potencial? Como vivenciar esta afirmação no cotidiano?
O que pensamos sobre a vida em comunhão com Deus? O que fazemos para desfrutar deste estado? O que podemos pensar sobre a estrutura de uma sociedade humana baseada nos princípios do Evangelho? O que será possível realizarmos como comunidade espírita centrada no Evangelho para renovar as estruturas sociais vigentes?”
O XVI Congresso Espírita da Bahia faz uma oportuna inovação estimulando para que os integrantes do grupo temático pensem em cada um dos itens/perguntas.
Aliás, é o tipo da reflexão e estudo que deveria se ampliar nas instituições e no Movimento Espírita.
Equipe GEECX

Seminario Vencendo Seus Conflitos


 

terça-feira, 13 de outubro de 2015

LANÇAMENTO DE LIVRO Saude e Espiritismo

Saúde & Espiritismo - As Conquistas de Hoje Para a Medicina do Futuro

Este livro marca os 20 anos de fundação da Associação Médico-Espírita do Brasil (AME-Brasil) e celebra essa data apresentando a aliança entre ciência e espiritualidade em diversas temáticas de relevância para a atualidade.
O fio condutor de todas as pesquisas e abordagens é o compromisso com a saúde humana em uma perspectiva ampliada: o equilíbrio biopsicossociespiritual ou, em uma definição mais profunda, a real conexão criatura-Criador.
Em cada capítulo há uma análise do espírito imortal à luz da ciência espírita e do conhecimento científico, demonstrando as conquistas de hoje para a medicina do futuro.
O livro está à venda na loja da AME-Brasil.
Compre o seu agora mesmo aqui.


Semana Espirita de Santos!!

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

O 1º MOVIMENTO VOCÊ E A PAZ DE SÃO PAULO FOI MARAVILHOSO





Neste sábado, 26 de setembro DE 2015, ocorreu o 1º Movimento Você e a Paz da cidade de São Paulo. O evento, que foi promovido pela Associação de Desenvolvimento Espiritual Reencontro, teve lugar no Parque Sabesp "Jornalista Fiori Gigliotti", na Mooca, zona leste da capital, e contou com a presença de milhares de pessoas.

O Movimento Você e a Paz é uma atividade sem caráter religioso ou político, idealizado e criado por Divaldo Pereira Franco e mobilizado pelo ideal de uma vivência pacífica entre as criaturas humanas. Foi iniciado em 1998, em Salvador/BA, e hoje já se encontra em mais de 200 cidades brasileiras e 15 países, de diferentes continentes.






A partir das 14 horas, foram realizadas diversas atividades com as crianças, como piscina de bolinhas, cama elástica, pintura artística facial, desenhos para colorir e outros. Às 16 horas, apresentaram-se a Fanfarra infantil da obra social "Dom Bosco", de Itaquera, o grupo folclórico indígena e a Orquestra de Cordas Laetare, com a regência de Muriel Waldman.


A cerimônia foi oficialmente aberta às 17 horas, com a execução do Hino Nacional Brasileiro pela Banda da Polícia Militar de São Paulo e, na sequência, balões brancos, representando a paz, foram soltos por todos os presentes, compondo um belo espetáculo de formas e movimentos no céu do parque. Vale ressaltar que esses balões eram de material biodegradável, não prejudicando, portanto, o meio-ambiente.








O ator e diretor de teatro, Odilon Wagner, na condição de mestre de cerimônia do evento, convidou a Senhora Lu Alckmin, representando o Excelentíssimo Governador do Estado de São Paulo, o Senhor Geraldo Alckmin, a subir ao palco. Juntaram-se a ela os palestrantes e líderes religiosos Alexandre Caldini, representando o Espiritismo, Heródoto Barbeiro, representando o Budismo, Sheikh Jihad Hassan Hammadeh, representando o Islamismo, Cônego José Bizon, representando o Catolicismo, e o médium e orador espírita Divaldo Pereira Franco, idealizador e criador do Movimento Você e a Paz.

Convidado à palavra, Jonas Pinheiro, presidente do "Reencontro", falou de sua imensa alegria pela realização desse movimento na capital paulista e agradeceu, comovido, às centenas de voluntários, parceiros, apoiadores e patrocinadores do evento. Jonas falou também da inauguração do monumento "Você e a Paz" na praça do Parque Sabesp e da "Cápsula do Tempo", uma urna na qual serão depositadas mensagens e compromissos de paz e que somente será aberta no ano 2045.

Na sequência, foram entregues os troféus "Você e a Paz" pelas mãos de Divaldo Franco a diversas instituições, empresas e pessoas contempladas nas categorias "Instituições Que Realizam a Paz", "Empresas Que Viabilizam a Paz" e "Personalidades Que Se Doam".






Para falar sobre a paz, foi chamado à tribuna o Cônego José Bizon, representante do Catolicismo, que evocou as palavras do salmo 133 para iniciar sua mensagem: "Oh! quão bom e quão suave é que os irmãos vivam em união." Ele destacou que é necessário que haja paz na Terra, mas que isso deve começar no íntimo de cada ser humano. Afirmando que a paz é uma proposta perfeitamente viável, esclareceu que ela surge a partir da justiça bem realizada na sociedade.

Após, Alexandre Caldini, representante do Espiritismo, propôs que a paz deve começar no cadinho do lar, onde os desafios da convivência familiar nos exigem enormes cotas de renúncia, equilíbrio, reflexão, tolerância e diálogo. Foi também recordada a admoestação de Jesus "vigiai e orai", a fim de que cuidemos especialmente de nossos pensamentos, fonte geradora de todo bem e de todo mal. Caldini falou do perdão e da gentileza como recursos fomentadores da paz interior.

Então, foi a vez do Sheikh Jihad Hassan Hammadeh, representante do Islamismo, apresentar a sua mensagem sobre a paz. A sua saudação inicial foi recomendando a paz de Deus a todos. Conforme esclareceu, o Islamismo prega que um dos atributos da divindade é a própria paz e que todo devoto de Deus deve, portanto, buscar viver retamente, cumprindo com os seus deveres, respeitando o seu próximo, sendo profundamente correto e justo. Concluiu suas reflexões afirmando que a paz é o fruto que se colhe da longa semeadura e do cultivo da justiça entre os homens.






Na sequência, Heródoto Barbeiro, representante do Budismo, falou sobre a proposta do príncipe Sidarta Gautama, o Buda, a respeito da paz. O Budismo, segundo ele, é a religião da prática e tem como um de seus princípios fundamentais "ahimsa", isto é, a não-violência, ou, a paz. Para alcançar-se a paz, seria necessário trilhar o denominado caminho do meio, que quer dizer o caminho do equilíbrio. A meditação, a viagem interior, a busca da espiritualidade verdadeira seriam meios indispensáveis para a conquista da autoiluminação e, por via de consequência, da paz interior.

Para o encerramento desse evento, o médium e orador espírita Divaldo Pereira Franco foi convidado à palavra. Ele iniciou sua mensagem discorrendo sobre o "Manifesto 2000", proposto pela UNESCO. 

No ano 2000, aquela organização internacional elaborou um estudo profundo com especialistas a respeito de como poderia ser alcançada a paz no mundo. A conclusão foi a de que esse desiderato poderia ser conquistado sem grandes dificuldades, desde que os governos de todas as nações comprometessem-se a seguir os itens incluídos no manifesto. Curiosamente, todos os seus itens, de alguma forma, derivavam de ensinamentos ou recomendações das diversas religiões do planeta, versando sobre a ternura, a afetividade, o amor, a compreensão, a tolerância. Os seis itens seriam: preservar a paz, onde quer que ela se encontre; rejeitar a violência; ser generoso e tolerante; procurar ouvir para compreender; respeitar a natureza; e, finalmente, redescobrir a solidariedade. Divaldo recordou também que no mesmo ano 2000, na cidade de Nova Iorque, nos EUA, foi realizado o Primeiro Encontro Mundial de Líderes Religiosos, promovido pela Organização das Nações Unidas. 

Esse encontro contou com a participação de mais de mil líderes das principais religiões do globo, que ali discutiram os mais graves problemas da Humanidade, como a violência, a miséria, as guerras, o meio-ambiente, compondo-se, ao final, uma declaração mundial de paz, com os principais itens e recomendações desse conclave, que foi destinada aos governos de todos os países, a fim de que seguissem tais sugestões como medida de promoção da paz na Terra.






Para a compreensão da questão da violência, nas suas variadas expressões, Divaldo fez uma análise antropossociopsicológica da criatura humana, fundamentado nos estudos do psicólogo americano Dr. John B. Watson, que concluiu que as três primeiras emoções sentidas e desenvolvidas pelo homem foram, nesta ordem, o medo, a ira e o amor. Nesse sentido, apenas mais recentemente teríamos começado a experimentar, a sentir e a desenvolver o amor, sendo-nos mais comuns as manifestações do medo e da ira, esta última desdobrada em ódio, raiva, rancor, agressividade, violência.

O médium espírita também apresentou uma narrativa sobre o holocausto contida nos livros "Perdão Radical", de autoria de Brian Zahnd, e "Os Girassóis", de Simon Wiesenthal, para falar sobre o perdão radical como um grande passo para a conquista da paz interior, esclarecendo que o perdão nada tem a ver com o esquecimento da ofensa, mas sim com a atitude positiva de não revidar o mal com outro mal. Divaldo explicou que o perdão das faltas alheias pode mais facilmente ser logrado se o ser humano atender ao apelo terapêutico de Jesus, quando anunciou que deveríamos amar ao próximo como a si mesmo. O autoamor conduz o indivíduo à compreensão de suas próprias limitações, de sua fragilidade e de seu potencial evolutivo, tornando-o mais tolerante e paciente consigo mesmo, e como consequência disso, o auto-perdão lhe surgiria mais naturalmente. E, ao reconhecer que é um ser humano frágil e com profundos conflitos e dificuldades de superação de sua inferioridade moral, passaria a olhar o seu próximo com um olhar mais tolerante também, mais amoroso, facultando-lhe isso o exercício do perdão aos outros com maior facilidade.





Concluindo a sua mensagem, Divaldo afirmou que a origem de todos os tipos de crise que o planeta está vivendo é a crise ético-moral dos seres humanos e que, por essa razão, é indispensável que promovamos a educação moral de nós mesmos, nas bases propostas no Evangelho de Jesus, a fim de que possamos vencer as nossas más paixões e pacificar o nosso mundo interior, dulcificando a alma e vivendo em paz, servindo e amando a todas as criaturas.

Com a declamação dos lindos e profundos versos do Poema da Gratidão, de Amélia Rodrigues, o 1o. Movimento Você e a Paz de São Paulo foi encerrado em clima de emoção , alegria e , claro, muita paz nos corações, deixando a certeza de que um mundo melhor e pacífico é possível e começa dentro de cada um de nós.

Num grande coro de mais de 2000 vozes, a música tema do Movimento , "Paz pela Paz", de Nando Cordel, ecoou pelo parque, enviando a mensagem de paz de São Paulo para o mundo.



Texto: Júlio Zacarchenco
Fotos: Jorge Moehlecke